Responsável por 5 milhões de mortes anuais no planeta, o tabagismo é um problema de saúde publica global. No Brasil, onde 200.000 pessoas morrem anualmente vítimas dessa doença, o assunto vem sendo abordado não apenas pelo Ministério da Saúde, mas por outros órgãos governamentais e cada vez mais parcelas da sociedade civil, representadas pelas Organizações Não Governamentais ligada à educação, economia, trabalho, justiça, meio ambiente e agricultura.
Em setembro de 2002, no Brasil, foi formada a Aliança por um Mundo sem Tabaco, que tem por objetivo acompanhar e participar do processo de controle do tabagismo, no Brasil e no mundo, abordando e discutindo o tema nas mais diversas áreas, particularmente no que diz respeito ao Direito das Crianças e Mulheres, meio ambiente, legislação em geral e economia, pressionando os legisladores a tomares providências necessárias para um mundo sem tabaco.
É indiscutível que o tabaco é responsável por mais de 50 doenças no ser humano, atingindo a maioria dos tecidos, órgãos, aparelhos e sistemas do nosso organismo.
Atualmente o Programa de Controle do Tabagismo do Ministério da Saúde, conseguiu reduzir a prevalência de fumantes de 32 por cento em 1989 para 19 por cento em 2003.
O papel mais importante é representado pela mídia sob todas as formas, pela sua grande penetração na população em geral, desmistificando o comportamento social em relação ao tabagismo, mas que também pode ser um incentivo ao habito de fumar, quando faz sua apologia.
Nota importante publicada nos Estados Unidos, no Livro Câncer, Rosemberg, de 2004, nos informa que o fumo mata mais que álcool, cocaína, crack, heroína, homicídios, acidentes com arma de fogo, e AIDS reunidos.
Agora, estamos no caminho de duas vertentes – no primeiro caso, temos que educar nossas crianças, para que não sejam colocadas no caminho daqueles que incitam, que trabalham ao lado dos que querem aumentar o número de fumantes, pois tudo se inicia na infância. É o diálogo rotineiro que as fará trilhar o caminho do bem. São o Brasil do amanhã.
Em segundo caso, vamos cuidar dos fumantes que já estão possível mente há anos no vício, inicialmente providenciando literatura, aulas que podem ser dadas por profissionais de qualquer área, visando um aspecto educativo.
O tratamento médico, virá a seguir, com as diversas modalidades, desde a psicologia médica, até o uso de medicamentos que podem reduzir a vontade de fumar.
Mas a luta é diuturna. Qualquer visita aos hospitais de câncer, e de doenças pulmonares crônicas, nos mostrará o caminho a seguir. Vamos continuar a estimular eventos, como o Dia Contra o Tabaco, médicos em seus consultórios, na pregação diária, sem nos esquecermos que o próprio pessoal de saúde está também implicado, na medida em que muitos fumam às vezes até frente ao paciente.
Mas não é hora de esmorecer. Ninguém ganha sempre – temos que ter confiança para podermos vencer e a vitória de hoje nos dará forças na batalha de amanhã.
Autor(a): Dr. José Luiz A. de Carvalho
